Meu malvado favorito palmeirense

Para muitos, falar sobre futebol é um assunto corriqueiro, mas para um torcedor apaixonado pelo seu time, é algo muito além disso, é um momento único de emoção, felicidade e sofrimento. Eu me considero um torcedor assim, e meu time do coração é o Palmeiras.

Apesar de ter nascido em uma família de corintianos, desde criança sempre tive uma ligação forte com o Palmeiras. E, como a maioria dos torcedores fanáticos, tenho muitas histórias para contar. Mas, talvez, a mais marcante delas seja quando, aos 10 anos, recebi um convite para conhecer o Parque Antártica, antigo estádio do Palmeiras.

Na época, o clube havia lançado uma promoção para os sócios mirins e, graças ao meu pai, que me tornou um sócio naquele ano, fui premiado com uma visita guiada pelas instalações do estádio. Aquela foi a minha primeira vez em um estádio e, desde então, meu amor pelo Palmeiras só cresceu.

Ao longo dos anos, acompanhei muitas conquistas e derrotas do meu time, e sempre estive presente nas arquibancadas, apoiando e vibrando junto com a torcida. Foi assim, por exemplo, em 1993, quando o Palmeiras conquistou o título da Taça Libertadores da América, ou em 2000, quando vi o time ser campeão brasileiro mais uma vez.

Mas, para mim, ser palmeirense não é apenas uma questão de troféus e títulos. É uma questão de identificação. Como diz a famosa frase: O Palmeiras não é apenas um time, é uma religião. E, como em toda religião, há dogmas e crenças que são inquestionáveis para os seus fiéis.

Um exemplo disso é o apelido de malvado que o time carrega. Para muitos, isso pode parecer pejorativo, mas para a torcida palmeirense, é algo positivo, que traduz o espírito de luta e garra que sempre foi característico do clube. Afinal, como diz a letra do hino Porque és forte, lutar, lutar!

Além disso, o Palmeiras também é conhecido pela sua paixão pelo verde e pelo branco, que são as cores do clube. Eu, pessoalmente, acho que essa combinação de cores é muito bonita e elegante, e acho incrível como a torcida sempre consegue se unir em torno desse símbolo.

Por fim, outra coisa que me encanta no Palmeiras é a sua história. O clube foi fundado em 1914 por imigrantes italianos e, desde então, sempre representou uma espécie de resistência contra a discriminação que esses imigrantes sofriam na época. Mais do que um clube de futebol, o Palmeiras era uma forma de se mostrar que os italianos tinham uma cultura e uma identidade próprias.

Eu poderia passar horas falando sobre o Palmeiras, sobre as suas conquistas, a sua história e a sua torcida. Mas, no fim das contas, tudo se resume a uma coisa: paixão. A paixão de torcer por um time, de vibrar a cada gol, de sofrer a cada derrota, de celebrar cada conquista. E, para mim, não há time mais apaixonante do que o Palmeiras. Por isso, posso dizer sem medo: o Palmeiras é o meu malvado favorito.

Conclusão

Em suma, a paixão por um time vai além de simplesmente torcer para que ele vença. É uma ligação que envolve história, tradição, identidade e, acima de tudo, emoção. No meu caso, como palmeirense, essa paixão se cristalizou ao longo dos anos em momentos marcantes e inesquecíveis. O Palmeiras pode não ser o time mais vitorioso do mundo, mas é, sem dúvida, o mais apaixonante.